UMA NOITE NO MUSEU 2

A fórmula é a mesma embora com um argumento deveras interessante e original. E se todos os objetos de um museu ganhassem vida? Bem cartunesco mas funcionou no primeiro filme estrelado por Ben Stiller - que mesmo não estando no melhor de sua forma ainda é um bom "chama" para boas audiências. Eis que uma continuação não seria surpresa. Uma Noite no Museu 2 chega trazendo a mesma trupe do primeiro longa e mais alguns novos personagens. Mas um certo engano paira no ar. Mesmo estampado no cartaz, algumas figuras como o presidente Teddy Roosevelt (Robin Williams) ou o cowboy Jedediah Smith (Owen Wilson) ficam de fora, servindo apenas de ponte para novos personagens como: a piloto Amelia Earheart (Amy Adams) ou o vilão Kahmunrah (Hank Azaria). Desta vez a ação ocorre no famoso Museu Smithsonian em Washington. A narrativa envolve tanto adultos quanto os espectadores mais novos. Ao mesmo tempo, ousa mais nos efeitos especiais; tal qual o momento em que a clássica estátua de Abraham Lincoln no memorial construído em sua homenagem ganha vida. Além disso, o filme se desenvolve de uma forma mais fluída e divertida que deve agradar até mesmo aos mais exigentes.


Night at the Museum - Battle Of The Smithsonian/EUA/2009 - Direção de Shawn Levy com Ben Stiller, Amy Adams, Owen Wilson, Eugene Levy, Bill Hader, Dick Van Dyke, Steve Coogan e Hank Azaria. 90 min. CINEMA.

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DRAGONBALL EVOLUTION (Dragonball Evolution, EUA, 2009)




Direção: James Wong
Roteiro: Ben Ramsey
Elenco: Justin Chatwin, Emmy Rossum, Chow Yun-Fat, Jamie Chung e Ernie Hudson.
CINEMA.




As esferas do dragão ganham uma roupagem mais preguiçosa, daquelas de filmes feito por encomenda, sem as características intrínsecas do mangá de Akira Toriyama, presentes em seus 42 volumes cujo conteúdo vai além de meros traços cartunescos. Com uma legião de fãs, Dragon Ball e seus derivados (as séries Dragon Ball Z e Dragon Ball GT), pega elementos da mitologia japonesa, envoltos em um mundo fantasioso, os mistura com temas metafóricos como o autocentrismo e onipotência do homem, soma a lutas espetaculares, poderes, dinossauros e qualquer coisa que a imaginação permita. No meio das aventuras está Son Goku, menino com cauda de macaco que precisa encontrar as sete esferas do dragão antes que o malvado demônio Piccolo as encontre e destrua o mundo. O filme está longe do universo de Toriyama, o que certamente desapontou muita gente. Com ritmo e visual de game, a trama rasteira não empolga e passa longe do anime. Justin Chatwin de Guerra dos Mundos parece deslocado no papel de Goku e Chow Yun-Fat dissimula o velho Gohan no filme que ainda ressuscita Ernie Hudson - um dos quatro caça-fantasmas do filme original de 1984.

CREPÚSCULO (Twilight, EUA, 2008)



Direção: Katherine Hardwicke
Roteiro: Stephenie Meyer, Melissa Rosenberg
Elenco: Kristen Stewart, Robert Pattinson, Taylor Lautner e Justin Chon.
DVD.





Não é fácil ter uma filha como Bella Swan, a personagem de Kristen Stewart na adaptação do sucesso pop literário Crepúsculo de Stephanie Meyer. A garota é articulada, calma, atraente e inteligente mas tem um péssimo gosto quando se trata do sexo oposto. Que tipo de garota se apaixona por um cara que à certa altura brada algo como: "Sou o predador mais perigoso do mundo"? E não para por aí. A resposta para um: "fui feito para matar" é "eu não ligo" ou o desejo de Edward pelo sangue da jovem ser encarado com muita complacência. É neste universo pueril que transita a história de vampiros mais boba já escrita. Robert Pattinson (da série Harry Potter) não é Bela Lugosi e nem tão pouco Crepúsculo da diretora Catherine Hardwicke chega a ser um Garotos Perdidos encontra Romeu e Julieta. A fita é chata, vazia com parcos efeitos especiais e inexplica seu tremendo sucesso levando um enorme - a maioria adolescentes - público aos cinemas. De positivo, o controle da água com açúcar no improvável romance do casal protagonista. Se é assim, na aspiração do mundo teen, um High School Musical cai melhor.

VICKY CRISTINA BARCELONA (Vicky Cristina Barcelona, Espanha/EUA, 2008)



Direção: Woody Allen
Roteiro: Woody Allen
Elenco: Scarlett Johansson, Rebecca Hall, Javier Bardem e Penélope Cruz.
DVD.



Um improvável ou não, triângulo ou seria quarteto amoroso? Isto se não considerarmos o cenário da ensolarada cidade espanhola de Barcelona como seu quinto elemento. Assim compõe-se o novo filme de Woody Allen: uma história escapista mas de grandes recordações. Quando as americanas Vicky (Rebecca Hall) e Cristina (a nova musa de Allen, Scarlett Johansson) chegam a Barcelona para passar férias, conhecem o pintor Juan Antonio (Javier Bardem) e acabam envolvendo-se com ele. Vicky, mais puritana, rejeita a priori a paixão com sentimento dividido pelo noivo. Cristina, mais aventureira, se entrega fácil aos encantos do artista espanhol. E na miscelânea das armações casuais, ainda sobra espaço para Maria Elena (a vencedora do Oscar Penélope Cruz), a esquisofrênica ex-esposa de Juan Antonio. Com uma encantadora trilha que permeia os cenários da cidade catalã, Allen imprime seu estilo em diálogos que são a sua cara de neurose habitual e deixa no ar as pinceladas de um relacionamento mais ardente. No fim, embora o público se delicie com as artimanhas do elenco, fica a sensação fugaz de um mero romance de verão, o que não desmerece mais esse trabalho do sempre ótimo Allen.

MORTE SÚBITA (Rogue, EUA/Austrália, 2007)


Direção: Greg McLean
Roteiro: Greg McLean
Elenco: Michael Vartan, Radha Mitchell, Sam Worthington e Stephen Curry.
CINEMA.


Feras ameaçadoras como personagens-título de filmes não são novidades. De tubarões à cobras, o cinema em seu imaginário sempre deu um jeito de transformá-los em assassinos selvagens. Em Morte Súbita, um enorme crocodilo é a estrela da companhia que ataca um grupo de turistas na Austrália. Após o barco da excursão ficar preso em uma ilhota, os turistas se veem na iminência de serem devorados pelo réptil. Até aí tudo bem, o problema começa quando entra em evidência a inexperiência do diretor Greg McLean (de Wolf Creek - Viagem ao Inferno), que sem nenhum domínio de câmera e timing, desperdiça a paciência do espectador e o bom trabalho da equipe de efeitos digitais responsável pela concepção do crocodilo. Falta suspense, cenas impactantes e um elenco melhorzinho para dar credibilidade ao trabalho, especialmente quando este se mostra impassível diante do perigo que o ronda.

X-MEN ORIGENS: WOLVERINE (X-Men Origens: Wolverine, EUA, 2009)

Direção: Gavin Hood
Roteiro: David Benioff
Elenco: Hugh Jackman, Lynn Collins, Will.I.Am, Liev Schreiber e Danny Huston.
CINEMA.




Enfim chega às telas o primeiro spin-off da rentável série X-Men nos cinemas. X-Men Origens: Wolverine, como o próprio título sugere, vai buscar as raízes de um dos mais icônicos membros da trupe dos mutantes. Hugh Jackman que encarnou o mutante com garras de admantium nos filmes X-Men, ganha a chance de enaltecer ainda mais sua criação em carne e osso. E Jackman ou X-Men Origens: Wolverine não desaponta os fãs da HQ ou dos filmes. Com um ritmo não muito distante da trilogia, o diretor Gavin Hood conduz sua trama com bons efeitos e cenas de luta e ação na medida certa além do roteiro que destrincha as peculiaridades da vida pregressa de Logan. O filme começa mostrando-o ainda criança em um tempo bastante distante e a precoce morte do irmão. Numa viagem pelo tempo - já que Logan transita pela imortalidade - o público é levado ao destino do futuro X-Men antes mesmo de ser batizado como Wolverine. É também sua busca incessante para desvendar seu passado e exorcizar seus traumas. Sem delongas, X-Men Origens: Wolverine ainda traz paralelamente a origem de outros mutantes posteriormente vistos nos três filmes da série, o programa Arma X sob o comando de um jovem Coronel William Stryker (Danny Huston substituindo Brian Cox), o recrutamento dos jovens mutantes pelo Prof° Xavier e personagens inéditos na saga como Gambit (Taylor Kitsch). Na expectativa do filme solo de Magneto, X-Men Origens: Wolverine aporta como um extra de luxo na composição de uma das melhores adaptações de HQs para o cinema.

THE SPIRIT - O FILME (The Spirit, EUA, 2009)

Direção: Frank Miller
Roteiro: Frank Miller
Elenco: Gabriel Macht, Eva Mendes, Scarlett Johansson, Paz Vega e Samuel L. Jackson.
CINEMA.




A obra de Will Eisner ganha nova roupagem mas sem perder a grafia quadrinhesca adaptada à linguagem cinematográfica como Frank Miller - aqui assinando o filme solo - fez em parceria com Robert Rodriguez no excelente Sin City. A força dos personagens de Sin City enaltece um filme mais posudo. Em The Spirit, Miller também credencia o pitoresco mas imprime uma verve menos sisuda em seus personagens, tentando seguir a obra original de Esiner que passeia pelo romance até o humor negro, o que inclui um cômico e divertido Samuel L. Jackson como o vilão Octopus. Contudo, a visão de Miller ainda é puro Sin City, o que não desmerece seu filme mas deixa uma sensação de repetição. O desconhecido Gabriel Macht vive Danny Colt, um ex-investigador novato da polícia que retorna dos mortos para combater o crime. Eisner desaprovou a primeira versão de seu personagem feita em 1986 para a TV e assegurou confiança no trabalho de Miller. O resultado foi um filme apático nas bilheterias com os fãs não simpatizando com o The Spirit das telas. Mas o filme diverte e traz um elenco de belas mulheres como Eva Mendes e Scarlett Johansson.

PRESSÁG1O (Knowing, EUA, 2009)

Direção: Alex Proyas
Roteiro: Ryne Douglas Pearson
Elenco: Nicolas Cage, Chandler Canterbury, Rose Byrne e Lara Robinson.
CINEMA.




Enigmático e cheio de simbolismos, o mais novo filme de Nicolas Cage chega como uma boa promessa mas se atrapalha na temática ao não se decidir pelo suspense, ficção ou mistério. A direção de Alex Proyas (O Corvo) lembra a fase mais recente de M. Night Shyamalan, no qual o diretor hindu começa bem mas se perde no final. Cage é John Koestler, cético professor de astrofísica. Em 1959 uma garota que fez diversos desenhos prevendo como seria o futuro dali 50 anos e os guarda em uma cápsula do tempo que 50 anos depois é aberta. Os tais desenhos vem parar nas mãos de Caleb, filho de John. É aí que sua vida começa a mudar quando ele percebe que o documento ainda prevê mais três catástrofes, incluindo o fim do mundo. O desenrolar da trama esmiúça-se em momentos distintos - às vezes parece estarmos vendo um episódio de Arquivo X - o que faz a narrativa se enfraquecer ao longo do filme. Mesmo assim, o carisma de Cage ainda sustenta uma olhadinha até o final.